Carlos Eduardo deve perder o PDT para Prates

O senador Jean Paul Prates deverá assumir o comando do PDT no Rio Grande em substituição ao ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. Consta nos meios políticos que integrantes do Diretório Nacional do partido não estão satisfeitos com a atuação de Carlos Eduardo à frente da legenda no Estado onde o PDT só elegeu um prefeito ( o de José da Penha). Mas existem outros argumentos que depõem contra o ex-prefeito de Natal. Por exemplo: falta de compromisso no trabalho de fortalecimento da legenda no Estado, além de Carlos Eduardo ter votado em Bolsonaro, contrariando orientação da cúpula partidária. Outro fato que motiva a tomada do PDT de Carlos Eduardo Alves: ele não ter se empenhado na eleição municipal, ajudando a prefeitos e vereadores do seu partido. Simplesmente ignorou o pleito deste ano. Na capital o PDT elegeu cinco vereadores, mas o feito é atribuído ao empenho e articulação do vereador Paulinho Freire, que é do PDT, e ao esforço pessoal de cada um dos eleitos. Foram eles: Paulinho Freire, Aldo Clemente, Nina Souza, Robson Carvalho e Felipe Alves. Carlos Eduardo também é criticado pela falta de empenho na eleição de Álvaro Dias para prefeito de Natal, mesmo tendo indicado a vice-prefeita, Aila Cortez. Segundo uma fonte, integrantes do Diretório Nacional decretarão uma intervenção no PDT do Rio Grande do Norte e nomearão uma Comissão Provisória para posteriormente eleger o presidente que deverá ser o senador Jean Paul Prates. O futuro do ex-prefeito de Natal, de acordo com especialistas é incerto e duvidoso, principalmente pela falta de espaço que ele próprio construiu. Entendem os estudiosos da política do Estado que Carlos Alves não terá vez no sistema governista, liderado por Fátima Bezerra, nem tampouco na oposição ao atual governo, onde existem nomes fortes e entendimentos encaminhados e consolidados para efetivação de uma aliança forte com vistas às eleições de 2022. Realmente, o futuro político do ex-prefeito de Natal está ameaçado.

“ O retorno de Garibaldi”

O ex-senador Garibaldi Filho (MDB) examina a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2022. Isso acontece após ele não ter conseguido se reeleger para o Senado no pleito de 2018, causando perplexidade, já que até então Garibaldi Filho era aclamado como o senador de 1 milhão de votos . A razão principal da sua provável candidatura é o fato dele ter anunciado há algum tempo que desejaria encerrar sua vida pública como começou, na condição de deputado estadual. Apesar do insucesso eleitoral, Garibaldi pode ser considerado um político vitorioso, já que se elegeu deputado estadual quatro vezes, prefeito de Natal, governador do Estado e senador da República Federativa do Brasil em três oportunidades. Foi também presidente do Congresso Nacional, onde teve comportamento conciliador, agregador e de diálogo com os seus pares. Garibaldi Filho foi ainda ministro da Previdência Social no governo Dilma Rousseff. Considerado “Governador das Águas” com as bênçãos de monsenhor Expedito, Garibaldi é o responsável pela implantação do maior projeto hídrico do Estado, levando água para vários municípios do Rio Grande do Norte através de um sistema de adutoras. O dinheiro foi adquirido com a privatização da Cosern. Sobrinho do ex-governador Aluízio Alves e filho de Garibaldi Alves, o provável deputado estadual é jornalista e advogado. Seu primeiro emprego público foi como chefe de gabinete do tio Agnelo Alves, então prefeito de Natal, cassado pelo regime militar. Mas, Garibaldi não esmoreceu com os descaminhos da família na política e tornou-se conhecido participando de programas de rádio, sendo o “Falando Francamente” na Cabugi o mais importante para o seu sucesso eleitoral pela grande audiência que tinha no horário do meio dia. Chamado de “senador de 1 milhão de votos”, Garibaldi Filho foi surpreendido na eleição de 2018 quando não conseguiu se reeleger. A partir de então, ficou enclausurado em casa, mas na última eleição trabalhou forte na campanha para reeleger o filho Walter Alves, deputado federal e seu sucessor natural na política do Rio Grande do Norte. De gestos simples com a marca da humildade, Garibaldi Filho tentará conquistar novamente o mandato de deputado estadual onde iniciou sua vitoriosa vida pública.

Foto reveladora

A foto do presidente Jair Bolsonaro com o prefeito Álvaro Dias e com Rogério Marinho por ocasião das comemorações do aniversário do ministro da Integração Regional essa semana diz tudo sobre o que poderá acontecer para as eleições de 2022 no Brasil e no Rio Grande do Norte. Dedução: deverão ser efetivadas as candidaturas de Jair Bolsonaro (presidente da República), Álvaro Dias (governador do Rio Grande do Norte) e Rogério Marinho (Senado). A foto evidencia que os entendimentos foram deflagrados e tem como objetivo o sucesso nas urnas e o fracasso do PT e de aventureiros que já se movimentam pensando na cadeira de presidente e de governador. É uma tarefa árdua mas exequível que requer a união do grupo oposicionista, além de um discurso uniforme apresentando propostas e mostrando o que foi realizado pelo governo Jair Bolsonaro e pelo prefeito Álvaro Dias, inclusive com apoio do presidente da República. O Governo Bolsonaro tem sido um parceiro importante do Rio Grande do Norte, notadamente da capital onde o prefeito realiza um bom trabalho e tem tido o reconhecimento da população que o elegeu para mais um mandato de prefeito da capital do Estado

Ezequiel deve disputar a reeleição

O deputado Ezequiel Ferreira de Souza poderá rever o seu projeto político de disputar um cargo majoritário (governador ou senador) em nome da união do grupo de oposição do qual é um dos articuladores com vistas às eleições de 2022. Com isso, Ezequiel deverá ser candidato a deputado estadual e novamente presidente da Assembleia Legislativa, onde realiza um bom trabalho e tem o apoio de praticamente todos os seus pares, independentemente de posição partidária. Com essa nova configuração politico-eleitoral em curso, o ministro Rogério Marinho deverá ser candidato a senador e o prefeito Álvaro Dias disputando o Governo do Estado, apesar das suas declarações em contrário, dizendo que cumprirá todo o seu mandato de prefeito da capital. Fábio Faria, ministro das Comunicações, deverá ser aquinhoado com a vaga de vice-presidente da República na chapa com Bolsonaro. Esse é um cenário de momento que pode ser mudado em razão de conveniências e de acordos partidários. O certo e pactuado até agora é a permanência do sentimento e desejo de união de todo o grupo oposicionista como forma de fortalecimento para buscar a vitória nas urnas em 2022. O propósito é de que todos estarão juntos e que não existirá conflito de interesses de ordem pessoal. Ou seja, prevalecerá sempre o que for pactuado pelos integrantes do grupo de oposição. Do lado governista fala-se nos bastidores da política que a governadora Fátima Bezerra, do PT, poderá não ser candidata à reeleição, preferindo disputar uma Vaga na Câmara Federal. Na verdade, o PT vive uma crise sem precedentes na história político-administrativa do Rio Grande do Norte que certamente repercutirá negativamente nas urnas, a exemplo do que aconteceu na última eleição municipal

Nome de Álvaro não deve ser descartado

Integrantes do sistema político liderado por Álvaro Dias não acreditam na hipótese do prefeito de Natal não ser candidato a governador nas eleições de 2022 se ele (Álvaro Dias) estiver bem avaliado nas pesquisas de opinião pública com percentuais acima de 50 por cento, por exemplo. O argumento dos defensores da candidatura de Álvaro a governador é de que em política não se pode perder oportunidades e que quando o “cavalo passa selado” o político tem que montar (usando-se um termo popular da escola de Dinarte Mariz e Aluízio Alves). O deputado Vivaldo Costa, conterrâneo de Álvaro que já foi correligionário e seu adversário em vários momentos da política caicoense, diz que Álvaro Dias, filho do então deputado Adjuto Dias, é um dos políticos mais hábeis do Rio Grande do Norte, e em razão disso, sabe o momento de avançar e recuar. O próprio prefeito tem reiterado que pretende permanecer no cargo até o término do seu mandato, mas nada impede que ele mude de opinião e diga que pretende realizar o bom trabalho que fez na capital no restante do Estado na condição de governador. Uma das sinalizações emitidas por Álvaro de que poderá ser candidato em 2022 são declarações suas afirmando que não tem candidato a governador. Isso, realmente é sintomático. Álvaro Dias deverá fazer parte de um forte sistema de oposição para enfrentar a governadora Fátima Bezerra e o PT nas urnas em 2022. Desse novo grupo político deverão fazer parte os deputados Ezequiel Ferreira, general Girão Monteiro, João Maia e Walter Alves, além dos ministros Rogério Marinho e Fábio Faria. Inúmeros prefeitos e vereadores do Estado inteiro também farão parte do grupo de oposição ao Governo do Estado. O deputado Ezequiel Ferreira é outro nome com potencial eleitoral para disputar o Governo Estado, entre outros que comporão a frente oposicionista. O propósito, entretanto, é unir o grupo para conquistar o governo e a vaga do Senado, atualmente ocupada por Jean Paul Prates. Todos os integrantes da frente ficarão à disposição para disputar o cargo para o qual seja convocado, que poderá ser, tanto para o Governo do Estado, quanto para o Senado ou Câmara Federal