Ezequiel poderá ser consenso para 2022

Estão em curso, e deverão ser intensificadas a partir de agora, articulações para formação de uma aliança política de aposição objetivando tirar o PT do Poder aqui no Rio Grande do Norte. Em 2022 deverão estar no mesmo palanque partidos como, PSDB, liderado pelo deputado Ezequiel Ferreira, PL do deputado João Maia, PSL do deputado Girão Monteiro, MDB do deputado Walter Alves, PSD do ministro Fábio Faria, entre outras legendas de Centro e Centro Direita. Além do ministro Rogério Marinho, que está sem partido, mas deve se filiar a uma legenda indicada pelo presidente Jair Bolsonaro, que comandará o processo para defenestrar o PT do governo do Estado. Um dos nomes acima citados deverá ser indicado para disputar o cargo de governador. Segundo conversas nos bastidores da política, o escolhido pode ser o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, atual presidente da Assembleia Legislativa, por várias razões: 1 – tem representatividade e capilaridade, é um nome conhecido no Estado inteiro, é presidente de um Poder, tem vários mandatos de deputado estadual sempre se reelegendo com votações crescentes e expressivas, e é considerado um parlamentar municipalista, sempre preocupado em levar ações para os municípios, independentemente de cor partidária. Além disso, Ezequiel é um bom articulador. O grupo político em formação pretende também conquistar a vaga do Senado, que foi de Fátima Bezerra e é atualmente ocupada por Jean Paul Prates. Para essa cadeira os nomes mais cotados são de Fábio Faria, João Maia e Rogério Marinho. Fala-se ainda no ex-prefeito Carlos Eduardo, que também pensa ser senador. A propósito, fala-se que Fátima Bezerra não disputará a reeleição, preferindo tentar o Senado ou uma vaga na Câmara Federal. Motivo: o grande desgaste político da petista no governo, segundo atestam pesquisas de opinião pública. Esse é um dos cenários políticos que se desenham para 2022. Mas, outros certamente virão, já que a política é dinâmica, e por isso atraente.

Cansativo e ineficaz

Entendo diferente de setores da imprensa e das redes sociais quando afirmam não ter havido propostas por parte dos candidatos a prefeito de Natal no debate da TV Bandeirantes na noite desta última quinta-feira. Como, se não existia tempo suficiente para os candidatos apresentarem suas propostas? Esse tipo de formato de programa não funciona, e é um desrespeito ao candidato e a pessoa humana o pouquíssimo tempo destinado e as interrupções que deselegantemente faz a mediadora. Não existe tempo para nada, nem para perguntar, nem para responder. É louvável a iniciativa de qualquer emissora em promover debates com candidatos para que o eleitor analise as propostas de cada um, mas com esse modelo é melhor não fazer. Pior: irrita a todos, inclusive o telespectador, que a exemplo dos candidatos, sente-se chateado e impedido de conhecer as propostas para avaliar e decidir o seu voto. O debate de ideais e a apresentação de propostas pelos candidatos é fundamental dentro do processo democrático para que haja o voto livre e consciente. A Justiça Eleitoral ou a Reforma Política, que deve vir por aí, precisa arranjar uma maneira de mudar o formato desses programas de debates, que são cansativos e ineficazes. A continuar dessa maneira, todos saem perdendo: candidatos, eleitores e o País.

Herança Maldita

Existem dois “brasis” dentro do próprio Brasil: temos o Brasil real, verdadeiro, e o Brasil irreal, fictício. No Brasil real, grassa o desemprego, a fome, a ignorância, a violência, a intolerância, a desigualdade social…no Brasil irreal, tem desenvolvimento, pujança, educação, saúde, segurança. Essa é uma equação difícil de ser resolvida, objetivando buscar melhoria para a vida do povo em razão de um somatório de fatores: o tamanho do Território Brasileiro (praticamente continental) e o despreparo dos governantes aliados à falta de vontade política são os principais. O que se verifica, principalmente nos últimos anos, são falácias de bravateiros, a exemplo de Lula da Silva e Dilma Rousseff que foram os piores já vistos na historia recente. O conjunto da obra dos dois, deixou um legado de destruição para o sucessor Jair Bolsonaro. O pior, é que mesmo com os danos causados ao Brasil e ao seu povo, estão aí soltos, recebendo altos salários pagos pelo contribuinte brasileiro e com benesses do Estado, como assessores, carros e motoristas à disposição. Uma imoralidade, até quando? Chegou o momento da população se rebelar contra isso e exigir a retirada dessas mordomias concedidas aos dois ex-presidentes, uma destituída do Poder e o outro, investigado, julgado, condenado e recolhido durante pouco tempo numa cadeia que estava mais para hotel do que para prisão. Precisa mais? Os privilégios dados a eles, representam um escárnio ao povo brasileiro.

DECISÃO EXTEMPORÂNEA

O Brasil, realmente precisa ser repensado para se adequar à nova realidade que exige austeridade e contenção de gastos públicos que o País tanto precisa nesses tempos de crise aguda e agora de pandemia, afetando a vida de todo mundo, em particular brasileiros. Entretanto, não é assim que agem vereadores de Mossoró, pois acabam de aumentar a bancada na Câmara Municipal, passando de 21 para 23 senhores agentes públicos que se proclamam representantes do povo. Cada um recebendo 12.600 reais de salário, fora os penduricalhos. O argumento para aumentar a bancada é de que tudo está dentro da lei e que não haverá despesa adicional, já que o duodécimo repassado pelo Poder Executivo continuará sendo o mesmo. Mas, manda o bom senso que esse aumento de vagas poderia ser adiado para outra oportunidade, num momento adequado e oportuno. É a tal história: o aumento do número de vereadores de Mossoró é legal, mas imoral, principalmente nessa época de pandemia onde o dinheiro público deve ser direcionado para outras demandas. A decisão extemporânea é baseada em anúncio do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constatando que a decisão tem como princípio o aumento populacional (dentro da lei). Outro tema polêmico, esse sim, deveria ser efetivado, é a extinção de pequenos municípios que não dispõem das mínimas condições para existir como ente público. Esses pequenos municípios não têm receitas próprias e vivem às custas do Governo Federal, mantendo toda uma estrutura perdulária, sem prestar, pelo menos os serviços básicos à população. O que se verifica, são prefeitos, vereadores e assessores recebendo dinheiro público sem a devida contrapartida. O presidente Jair Bolsonaro tentou extinguir alguns desses municípios, mas foi impedido pelo corporativismo dos prefeitos em conluio com deputados e senadores. Espera-se, pois, que o mal exemplo de Mossoró não seja copiado por outras Câmaras Municipais, Brasil afora, e que a extinção dos pequenos municípios que não têm motivos para continuar existindo, seja revista.DE

ALUÍZIO, REPRESENTANTE DA MAIOR OLIGARQUIA DO ESTADO.

A política do Rio Grande do Norte sempre foi marcada pela hegemonia de famílias tradicionais revezando e dominando o Poder desde os tempos dos Maranhão. Destaque nesse contexto para as oligarquias Alves, sob a liderança de Aluízio, Maia, que teve no ex-prefeito de Natal, ex-governador do Estado e ex-senador José Agripino Maia o líder maior, e os Rosado com Dix-Sept, ex-governador, morto num acidente aéreo em pleno exercício do mandato. O sobrenome Mariz, com Dinarte à frente do clã, exerceu liderança por muito tempo na política do Estado. Dinarte, foi o personagem central da família, chegando a ocupar o cargo de governador e senador da República e a secretaria-geral do Senado, segundo cargo mais importante depois da presidência. Dinarte Mariz foi um dos políticos de maior prestígio no ciclo dos governos militares. Outros políticos do Rio Grande do Norte tentaram formar uma outra força, a exemplo do ex-senador Carlos Alberto e até Wilma de Faria, mas não conseguiram barrar o protagonismo das famílias naquele momento, que se dividiam e formavam outras alianças políticas circunstanciais para conquistar o Poder. Num passado não muito distante os Rosado digladiavam-se na busca do Poder, da mesma forma como Alves e Maia também estiveram divididos e em palanques diferentes em algumas situações e com os mesmos objetivos. O maior “especialista em briga familiar pelo Poder” é o ex-prefeito Carlos Eduardo, que afastou-se da família, inclusive do pai Agnelo Alves, para ficar ao lado de Wilma de Faria, então prefeita de Natal, pensando na prefeitura. Na eleição deste ano, Jaime Calado, que é casado com a senadora Zenaide Maia, duela com o cunhado João Maia em vários municípios do Estado, notadamente São Gonçalo do Amarante e Caicó, numa demonstração de que caminharão desunidos no pleito deste ano e em 2022 também. Existem evidências de uma aproximação de João Maia, do PL, com o governo Bolsonaro, enquanto Zenaide e Jaime devem subir no palanque da governadora petista, Fátima Bezerra. A senadora Zenaide, do Pros, pretende disputar o Governo do Estado caso a atual governadora não melhore nas pesquisa e decida optar pelo plano “B” sendo candidata à senadora, deputada federal ou deputada estadual. João Maia caminha para um entendimento com o prefeito Álvaro Dias (PSDB), onde está também o deputado Ezequiel Ferreira, atual presidente da Assembleia Legislativa, possível candidato a senador. Político habilidoso e bom articulador, Ezequiel não pretende mais ser candidato a deputado estadual. A desavença de Zenaide e Jaime (que também pretende ser candidato a deputado federal) com João Maia (candidato à reeleição de deputado federal), é uma prova de que as oligarquias do Rio Grande do Norte continuam brigando pelo Poder.