Tumulto em aeroporto de Cabul atrasa chegada de suprimentos essenciais, diz OMS

Crédito: Sayed Khodaiberdi Sadat – 16.ago.2021/Anadolu Agency via Getty Images

Porta-voz da OMS destacou que a campanha de vacinação contra Covid-19 foi significativamente afetada; desde domingo, milhares de afegãos tentam deixar o país.

O caos e as perturbações no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, estão “atrasando suprimentos essenciais de saúde urgentemente necessários” e impactando o já “frágil sistema de saúde” do Afeganistão, disse o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jašarevic, em um comunicado.

O sistema de saúde do Afeganistão tem enfrentado escassez de suprimentos e equipamentos médicos essenciais em meio à pandemia de Covid-19, apontou Jašarevic.

O porta-voz acrescentou ainda que a campanha de vacinação contra a Covid-19 também foi significativamente afetada devido aos combates.

Nesta segunda-feira (16), fotos e vídeos mostraram multidões desesperadas na pista do aeroporto internacional de Cabul em busca de uma saída do país.

Os Estados Unidos confirmaram a morte de dois homens que teriam atirado contra soltados norte-americanos – não se se sabe se eles pertenciam ao Talibã.

A aglomeração nas unidades de saúde e nos campos de deslocados internos dificultará as medidas de prevenção de infecções, aumentando o risco de transmissão de Covid-19 e outros surtos de doenças.

O Afeganistão também é um dos dois países endêmicos da pólio no mundo. Quaisquer atrasos e interrupções na campanha de vacinação contra a poliomielite “colocarão em risco a saúde das crianças afegãs”, advertiu Jašarevic.

Ainda nesta segunda, mais de 600 afegãos se aglomeraram dentro de uma aeronave de carga dos EUA em fuga de Cabul e em rumo ao Catar. Enquanto isso, outros milhares de afegãos tentam encontrar voos ou meios para deixar o país após o Talibã tomar Cabul neste domingo (16)

Créditos da matéria: CNN Brasil

RN registra o primeiro dia sem mortes por COVID-19 desde novembro

O Rio Grande do Norte segue com melhorias nos indicadores referentes à pandemia da covid-19. Pela primeira vez desde novembro, o estado passou 24 horas sem registrar uma morte pela doença no portal Regula RN, que trata sobre as internações e dados referentes à rede pública do estado.

O período sem mortes da covid-19 foi entre as 23h da sexta-feira e 23h do sábado (14). Antes disso, somente no dia 13 de novembro que o Rio Grande do Norte ficou sem mortes nos leitos destinados a pacientes com a covid-19.

Além da queda brusca no número de mortes, atribuído principalmente à vacinação, o número de pacientes internados em leitos críticos no SUS também caiu para um patamar abaixo de 100, ante mais de 400 em junho deste ano. Na manhã desta segunda-feira (16), eram 90 leitos críticos ocupados e 47 leitos clínicos. A ocupação está em 33,5% no estado, com o índice chegando a 11,1% no Seridó.

Além disso, os pedidos de internação de pacientes em leitos covid vêm caindo gradativamente à medida que a vacinação avança. No pico da pandemia, eles chegaram a mais de 150/dia. A média móvel atual é de 25.

Com informações do Tribuna do Norte

Canjica, Canjiquinha e Canjicão

Por Ricardo Moura Sobral, advogado.

O Kaba estava deitado na rede jiboiando, controle remoto na mão, assistindo um jogo qualquer da copa, desses jogos mornos, burocráticos, sem entusiasmo maior.
A mulher mexendo nas coisas na cozinha, aqui e acolá um estalo de metal paneloso, uma xícara espatifada no chão.
Nada de extraordinário naquela tarde pachorrenta; nada que prenunciasse que em instantes o tempo iria fechar.

  • Amor, quer canjica, tá bem quentinha, do jeito que voce mais gosta?
  • Filha, canjica não combina com cerveja. Obrigado. Depois.
  • Mas amor… insistiu a “crionça” em meio ao vapor exalado da panela.
    Bateu uma crise de consciência no animal cervejeiro. Então, cai-lhe na telha a ideia de que ela havia preparado a iguaria junina para ele.
  • Tá bem. Aceito.
  • Maravilha. Sirvo já. Quer num prato de sopa ou raso?
  • Não, minha branca, menos. Quero só uma fatia.
  • Tá bem, amor. De que tamanho?
  • Do tamanho de sua…
  • Safado! Eu levo.
  • Filhaaaaá; corte a metade.
    Quinze minutos depois o kaba foi atendido na urgência do Walfredo com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus.

TRABALHO

O grande debate jurídico no mundo inteiro hoje gira em torno da natureza da atividade do motorista de aplicativo.
Se é autônomo ou se gera vínculo trabalhista.
A Inglaterra reconheceu o vínculo.
Nos EUA a tendência é reconhecer.
No Brasil, já há uns 04 julgados de turmas do TST negando o vínculo trabalhista.
Aqui, são basicamente três os requisitos que caracterizam o contrato de trabalho: trabalho não eventual, subordinação jurídica e contraprestação salarial.
Tenho conversado com advogados trabalhistas, professores, assessores, juízes, desembargadores, procuradores e ministros sobre o tema.
Obviamente, em tese, sem se ater a nenhum caso concreto.
As opiniões são as mais variadas possíveis.
Quem nega o vínculo laboral se estriba: o motorista pode desligar o aplicativo quando quiser e pode operar vários deles ao mesmo tempo.
Até que se consolide o entendimento final do TST, geralmente através de súmula, vai haver instabilidade, igual ao caso aplicação da teoria das nulidades no direito do trabalho, que difere do entendimento sob o prisma do direito civil, posto que não se pode restituir ao trabalhador as energias desprendidas no labor, mesmo que seu contrato venha a ser declarado nulo.
Vamos aguardar o TST, última palavra no Brasil em matéria trabalhista.