A situação econômica do Brasil chegou a um ponto preocupante, e a elevação dos preços dos alimentos tem impactado diretamente o poder de compra da população. Recentemente, o preço do ovo disparou no atacado, gerando inquietação entre os supermercados e consumidores. Com os custos das matérias-primas em alta, os ovos, antes considerados uma opção acessível de proteína, estão se tornando um artigo de luxo nas mesas brasileiras.
Este aumento vertiginoso, impulsionado por fatores como a alta dos insumos e a inflação em escalas diversas, nos faz refletir sobre o futuro das refeições cotidianas. Se o preço do ovo já está nas alturas, o que dizer da picanha, um corte que sempre foi sinônimo de celebração e confraternização? Com o aumento dos custos, o brasileiro pode se ver obrigado a cortar de vez seus pratos favoritos, substituindo-os por opções mais baratas e menos nutritivas.
A preocupação se estende não apenas à carne e aos ovos, mas a toda a cesta básica, que continua a escalar preços sem previsões de estabilização. As famílias que já enfrentam dificuldades financeiras podem se encontrar em um cenário onde a alimentação saudável e variada se torna um desafio diário. É preciso que medidas efetivas sejam tomadas para que o direito à alimentação digna permaneça acessível a todos, antes que cheguemos a um ponto em que nem mesmo os alimentos mais simples, como ovos e picanha, façam parte do dia a dia do brasileiro.
Se não houver intervenção e controle sobre esse cenário preocupante, o futuro pode nos reservar refeições empobrecidas e uma crescente desigualdade alimentar. O momento exige atenção e ação, afinal, a segurança alimentar é um direito básico que deve ser garantido a todos.
Por: Jaques Pinny
